quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bloco 1133

Deitada em minha cama temo pelas palavras ditas. Noite outra que estava com o rubor dos olhos teus entre meu coração. Teu bloco me faz tão feliz, entre meus cabelos e tua pele colorida. Posso ter errado com ironias, mas o que são elas se não, esse sentimento de estar junto, se nada e ninguém conseguiram ter isso até então. Essas manhãs pares, sexo, sinceridades, teus flertes, deixam as luzes mais fortes. Deslizar de mãos pelo contorno, teu ex-amor, minhas dores, nossas maquiagens, nossas brigas. Unidos em um. Pode ser horas estas que deixam fluir o sentimento de não poder esperar até que tudo cicatrize, até que estejamos prontos, para teus bruços deitar-me ao alvor, para que possas beijar-me o pescoço venusiano. A ideia de que não estar presente por querer é mesquinha, equivocada. O que se faz presente é apenas teu nesse atual instante.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Indecisão

Pode ficar lá com tua vida. Com os segundos que contei, com teus litros, com tuas frutas cítricas. Há um sinal de vida no meio dessa tristeza que escorre por entre andares. A beleza se torna vil todas as horas em que estive presente embrulhada em tua fraqueza. Eu estarei bem ali, após teus copos e doses e roteiros... Para o nunca mais. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Por ti.

     É nesse momento que penso se realmente valerá seguir, pois de tantos rumos que me destinei, nenhum me tirou do mesmo lugar. Os olhos fixos no mesmo lugar,esperando o que precisa ser deixado para trás. Está se tornando raso, e pensei que sobre teus gostos fossem ficar a noite toda, feito cisne. Feito nós.

sábado, 29 de outubro de 2011

Três Quadras Depois

Todos presenciavam festas, exceto eles. Poderiam ser um par de boêmios de luxo. Suas vontades se misturavam com desejos vedados. Sentados no bar ainda com todos indo embora, esse não tem conhecimento da vida de ambos. É uma bela noite, conversas e risos. Excitam-se. Sentem se atraídos um pelo outro. Vão à procura do esperado. Ela sentia o calor das intenções. Ele era a subversão de todas as formas e valores. Os beijos desintegravam o tempo. Sentia que ele quando sua língua tomava-o no palito feito marshimallow. Incendiavam de loucuras e desejos. Não o machucava tão pouco o instigava para a agressividade. O sexo era maior que o egoísmo, maior que a solidão. O cheiro dele misturava se na pele e nos cabelos da jovem moça. Tudo isso sem pensar que antes tinha o dom da arrogância e de saber ser extremamente fátuo, sem precisar ter muito. Poderiam um para o outro, serem serpentes que amordaçam corações com feridas e tudo. Depois de alguns meses de tristeza e, jejum ainda se sente inválido. A distância dos corpos é mínima, a esperança e o afeto de ambos não se conhecem.