quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cocaína

Eu quebrei minhas maquiagens essa noite. Para quem está com o rosto cheio de piadas, não haverá mais afago. Ele disse que não tinha coragem, e coragem eu não tinha. Depois das três nós não temos mais coração, nós não nos pertencemos. Depois do descanso ninguém mais mostra os dentes! O janeiro passou. Abrindo as sementes que restaram percebo que nada foi meu. Onde há drogas há perda. No céu azul está escrito mais uma vez recuar. E nessa esfera não haverá dias de glória com ele. A montanha russa dá voltas. Pelo tipo de gato que interpreta, no seu pescoço sem ecstasy, deixo meus suspiros. Fiquei esperando as questões aparecerem. E percebi que já não me servia,  o bom rapaz. Foi regredindo as expectativas, quais nunca deveria ter criado. E o cético me disse que ele jamais irá me ouvir. É um estrangeiro dentro dos seus sentimentos. E o sexo vai subindo oitavas incandescentes dentro de mim. E são seus olhos foscos que me olham no sábado pela manhã, quando não é você. E nada deve ser como você manipula. Não está correto sentar se de acordo com as intenções. Ele se mantém como meu espelho. Ele é o meu feminino íntimo. Ele não dorme comigo. Os clássicos românticos não me serve mais. Das tuas drogas o que mais usa é a mentira, das minhas drogas a que mais tens é o meu amor. Só quer a certeza para jogar a oportunidade fora.

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